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O que a grávida não deve comer

gravida cozinhando materiaExistem muitas dúvidas sobre o que a grávida pode ou não comer. Neste artigo você confere informações que vão lhe ajudar a escolar melhor os alimentos durante a gestação.

Carnes e peixes crus

A proteína deve fazer parte das principais refeições da grávida, seja a das carnes brancas, seja das vermelhas. O fato de consumí-las cruas ou mal passadas não prejudica o desenvolvimento do bebê. “O problema é a possível contaminação por bactérias e protozoários, que depende da armazenagem e da procedência”, avisa Celso Kukier, nutrólogo do Hospital São Luiz, em São Paulo. Para não correr o risco de ter uma diarreia ou, pior, de contrair uma toxoplasmose, uma doença perigosa para o bebê, opte por carnes sempre bem passadas.

Cafés e bebidas energéticas

“Bebidas estimulantes, como as que contém cafeína, causam o aumento da frequência cardíaca em todo mundo que as consome. Porém, as gestantes já possuem essa frequência alterada, devido ao desenvolvimento do feto e à maior circulação de sangue dentro do corpo”, explica a nutricionista do Hospital Samaritano. Investir neste tipo de bebida pode contribuir para que a pressão arterial vá às alturas, o que pode ser prejudicial para o desenvolvimento da criança. Além disso, as bebidas energéticas possuem vários conservantes em sua composição. Como não existem estudos que comprovem a segurança total de seu consumo, melhor passar longe!

Chás

“Eles requerem cuidado. Toda infusão de ervas pode ter, em grandes quantidades, substâncias prejudiciais, inclusive inflamatórias ou que afetam o trato gastrointestinal, podendo provocar diarreias”, diz o nutrólogo do Hospital São Luiz. Os chás comuns, como erva-doce, camomila e hortelã, podem ser tomados sem preocupação, desde que moderadamente. “Mas, não é hora de sair experimentando chás diferentes, principalmente se for em grande quantidade”, completa. Chás mate, verde, branco, preto, canela e sene devem ser evitados.

Bebidas alcoólicas

“Em grandes quantidades, o álcool está associado à malformação fetal”, diz Patrícia. Ele pode ultrapassar a barreira placentária e prejudicar o desenvolvimento do bebê ou evoluir para uma gravidez prematura. Por isso, o recado é claro: não consuma essas bebidas sem conversar com seu obstetra.

Embutidos

Presunto, salsicha, salame e mortadela são cheios de conservantes. Todo alimento artificial deve ser evitado, devido à presença dessas e de outras substâncias químicas, como os estabilizantes. “Esses componentes são contraindicados durante a gravidez porque, neste período, o sistema imunológico da mulher se torna mais ativo. Daí que o organismo pode reagir exageradamente aos compostos químicos, o que resultaria em uma alergia”, explica Celso Kukier, do Hospital São Luiz. Isso sem falar que os itens industrializados costumam esbanjar sódio. E o mineral, conforme já mencionado, é capaz de elevar a pressão arterial.

Ovos

Cuidado com a salmonela, bactéria que ataca o sistema gastrintestinal e, de quebra, pode desencadear, entre outras complicações, um parto prematuro. Sem contar que provoca um grave quadro de diarreia e vômitos. E a gravidez é um péssimo momento para enfrentar uma crise dessas. Mas, você não precisa cortar os ovos do seu cardápio. A dica é consumí-los fritos ou cozidos, desde que a gema esteja dura. “Submeter os alimentos à altas temperaturas ajuda a eliminar bactérias que eventualmente estejam ali”, diz Patrícia. E nunca negligencie as receitas que levam ovo cru em sua composição e que, portanto, também podem representar riscos. É o caso das maioneses.

Queijos e leite

Atenção, ninguém está sugerindo que você evite estes alimentos na gravidez. Só é necessário ficar atenta a uma recomendação: dar preferência, sempre, aos produtos pasteurizados. Eles passam por um processo que elimina bactérias e outros micro-organismos, tornando o consumo muito mais seguro. “Ainda, ao escolher, opte por versões com menos gordura, como os leites desnatados, para prevenir o ganho de peso excessivo”, explica a obstetra Karen Morelli Soriano.

Refrigerantes

“As bebidas gaseificadas podem causar estufamento gástrico, mas não são proibidas”, explica Patrícia. Em casos de gastrite ou refluxo, o problema pode ser intensificado. “Ainda vale lembrar que as versões zero e light possuem muito sódio, que podem mexer com a pressão arterial, o que é particularmente prejudicial na gravidez”, ressalta.

Alimentos conservados no sal

O bacalhau e a carne seca são ótimos exemplos. Se a gestante apresenta tendência à hipertensão, melhor retirá-los da mesa. Caso a pressão esteja sob controle, ela pode comer um pouquinho, vez ou outra, para matar a vontade.

Mariscos

Os mariscos, quase sempre consumidos crus, devem ser evitados devido à quantidade de bactérias que podem carregar. Ou seja, eles tornam as futuras mamães mais suscetíveis a quadros de desarranjo intestinal. Isso poderia ocasionar uma desidratação, comprometendo a saúde dela e do bebê. Além disso, existem os danos específicos que alguns germes podem acarretar ao desenvolvimento fetal.

Condimentos

Os condimentos estão liberados e podem dar um toque especial à comida. O único cuidado necessário se refere à pimenta. “Ela não faz mal. Mas tem gente que é mais sensível e acaba sentindo queimação gástrica, desconforto. Se a gestante já teve hemorroidas, melhor evitar”, pondera a nutricionista do Samaritano.

Adoçantes

Tem muita gente que tem como hábito trocar o açúcar pelos adoçantes. Se esse é o seu caso, antes de tudo, consulte seu obstetra sobre o tipo e quantidades que devem ser consumidos. E evite os produtos à base de sacarina. Não há estudos que comprovem sua segurança. A melhor alternativa é optar pelas versões naturais, como a sucralose.

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